Viajando para a Islândia: Roteiro de 5 dias
Viajar pela Islândia foi como realizar um sonho. Nós vimos algumas das paisagens mais incríveis das nossas vidas e tivemos experiências que eu nunca vou esquecer.
Essa foi uma das viagens mais difíceis de planejar porque foi um desafio decidir que atividades incluir no nosso roteiro de 5 dias pela Islândia. Esse país tem TANTA opção incrível de coisas para fazer, que foi muito difícil fazer uma seleção.
Então, para te ajudar, eu coloquei aqui o nosso roteiro completo de 5 dias pela Islândia. Esse roteiro foi feito para uma viagem de carro e é ideal para quem quer viajar de carro ou camper van.
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O que considerar antes de planejar o seu roteiro pela Islândia
Como muitos por aí, tínhamos o sonho grande de presenciar o fenômeno que é a Aurora Boreau. A parte mais difícil foi escolher em que país íamos em busca dela, já que pode ser vista de diversos países e a escolhida foi a Islândia.
A época em que se tem mais chances de ver a Aurora é durante os meses de inverno, tendo o auge da temporada entre Novembro e Fevereiro. Depende do ano e das condições climáticas, mas tem anos que o fenômeno começa a ser visto em Setembro e fica até o final de Março.
Depois de ler muito sobre o assunto (com o incentivo do preço das passagens estarem significantemente mais baixos nessa época), resolvemos ir na primeira semana de Março.
Outro fator que você deve analisar antes de comprar sua viagem é a fase da lua. Com a lua cheia, o céu fica muito iluminado e a claridade pode dificultar a visualização. Porém, acabamos sendo seduzidos pelos preços das passagens baratas e só descobrimos depois que estaríamos lá justamente na semana da lua cheia. Que risco, né?

A nossa roadtrip durou 5 dias. Tivemos que reduzir o percurso inicial porque fomos em uma época em que o maior vulcão ao norte da ilha estava dando sinais de atividade, o que impediu voos de chegarem e carros de passarem por perto dele. Não íamos nos arriscar com um vulcão, é claro! Concentramos nossa viagem pelo Sul da ilha.
Pousamos em Reykjavik, a capital, que fica no extremo Oeste e durante os 5 dias de Roadtrip atravessamos até o ponto que fica no extremo Leste, no glaciar Vatnajokull.
Planejando uma Roadtrip pela Islândia
Dois pontos muito importantes ao se planejar uma roadtrip em qualquer país é pesquisar a idade mínima requerida para se alugar um carro (caso estejam viajando entre jovens, como era o nosso caso) e pesquisar que tipo de carro é necessário para as condições das estradas no país.
No nosso caso, só um de nós era maior de 25 anos, idade mínima pedida pela maioria das empresas de locação, mas foi suficiente. As estradas na Islândia são perigosas, pois grande parte não possui muitas demarcações e com as condições do tempo, podem estar cheias de neve ou de gelo.
Em muitas delas, é requerido que o veículo seja 4×4 para circular. Não arriscamos quanto a isso. Alugamos um Sorrento 4×4 com a empresa Blue Car Rental com pick-up logo no aeroporto! Não poderíamos ter escolhido melhor! Preparamos outro post com todos os detalhes sobre como planejar a roadtrip.

Dia 1: Blue Lagoon e Dormida em Reykjavik
Nossa primeira parada foi a Blue Lagoon, uma lagoa termal natural que fica no meio do caminho entre o aeroporto e a capital. Pousamos pela manhã, então passamos o dia inteiro por lá. Há vestiários no local, separados por gênero. Dentro dos vestiários, há boxes separados para quem quer privacidade e chuveiros espalhados para quem não tem vergonha de tomar banho na frente dos outros.
Quando você paga a entrada, recebe uma pulseirinha com uma chave que dá direito a um locker particular para guardar os seus pertences. Além da piscina em si, que já é incrivelmente relaxante, o complexo ainda conta com saunas, bar na piscina, hidromassagem e uma argila disponível para terapia facial.
Passamos um bom tempo lá e saímos só porque a fome já estava muito grande. No complexo, só tem uma lanchonete com sanduíches e biscoitinhos que fica bem na entrada.
OBS: Levamos nossa própria toalha, mas para quem não tem, é possível pagar pelo aluguel da toalha na recepção.
Dormimos em Reykjavik e nos preparamos para iniciar a roadtrip propriamente dita no dia seguinte.


Seguro médico de viagem
Antes de embarcar na sua viagem internacional, lembre-se sempre de fazer um seguro médico de viagem! A empresa que a gente usa é a SafetyWing. O plano Nomad Insurance é ideal para viagens internacionais porque além de cobertura médica global, você pode também contratar cobertura para esportes de aventura e proteção para equipamentos eletrônicos. Poucas empresas nessa indústria oferecem tantos benefícios como a SafetyWing!
Dia 2: De Reykjavik até Vik (180km)
Percorremos uma grande distância de carro até a pequena Vik, cidade de areias negras que escolhemos como destino para dormir. No caminho até lá, paramos algumas vezes em algumas atrações.
A principal atração foi a imensa cachoeira Seljalandsfoss. Todo o caminho estava bastante escorregadio com gelo e neve, então é preciso cuidado. A vista da cachoeira é incrível, dá até pra imaginar como esse paraíso deve ser no verão. Tem um amplo espaço de estacionamento bem perto dela e você pode caminhar pelos arredores tranquilamente. No verão é possível subir até atrás da queda (parte que estava completamente congelada no inverno e inviável).


No caminho para a cachoeira, vimos muitas fazendas de beira de estrada com o tradicional cavalo islandês e não resistimos. Eles são super dóceis e, ao verem a gente se aproximando para tirar foto, vieram todos nos cercar querendo um pouco de atenção!

A melhor parte de viajar de carro é poder fazer o nosso próprio caminho. Ao viajar pelas rodovias principais, víamos muitas estradas secundárias que levavam a partes desconhecidas e formigava aquela curiosidade, mas sempre ficávamos receosos pensando “na próxima a gente entra”. Foi então que passou por nós um grupo grande de carros enfileirados e entraram em uma dessas estradas. Não deu outra, resolvemos segui-los – pra irem tantos carros, deviam estar indo a algum lugar legal, né?
Acabamos nos deparando com uma capela: era um funeral. Não sabíamos aonde nos enfiar de tanta vergonha, demos meia volta e fomos embora. Ser aventureiro tem esses riscos às vezes. Aproveitamos a estradinha vazia para parar o carro e tirar umas boas fotos do meio do nada.

A segunda cachoeira que exploramos foi Skogafoss. O diferencial dessa cachoeira é que ela tem uma escada na lateral que permite subir até um observador bem no cume para ver a queda d’água de cima. Aquela imensidão de branco é realmente apaixonante. Pra quem nunca viu neve, a Islândia pode ser um paraíso.

O fim de tarde foi na praia de Vik. Suas areias negras são curiosamente encantadoras (e olha que sou carioca e muito fã de uma boa praia de areia branca). Infelizmente, junto com o fim do dia vem também uma brisa do mar que nos expulsou de lá.

Alugamos uma casinha de hóspedes em uma fazenda para passar a noite. Foi a melhor escolha que fizemos! A casinha era toda de vidro e as nuvens tinham todas ido embora: era noite de caçar Aurora!

Compramos macarrão instantâneo pra todo mundo e umas cervejas para esperar as luzes começarem. A lua cheia estava iluminando o céu como se fosse um holofote. Apesar disso, acompanhando os sites de intensidade da Aurora, parecia que tudo estava a nosso favor. Éramos 5, então nos espalhamos pelos quatro cantos da casa e ficamos contando piada e fazendo o tempo passar.
Algumas horas depois, já estávamos com a esperança pra lá de abalada. O cansaço do dia inteiro viajando estava batendo na porta. Resolvemos ir deitar, desolados. Quando o primeiro de nós foi pro quarto, ele viu! As luzes! Dançavam no céu!
Não consigo descrever a emoção que é! Nos agasalhamos em tempo récorde e ficamos pulando na neve, gritando vendo aquele espetáculo cruzando o céu! É tudo que as pessoas falam e um pouco mais! Deu tempo de algumas poucas fotos, um pouco estabanadas, e ela passou.
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Esse é o chip que a gente sempre compra nas nossas viagens internacionais:

Dia 3: De Vik à Lagoa de Icebergs (Jokulsarlon) dormindo em Selfoss (513km)
Dia de ir conhecer o primeiro glaciar das nossas vidas! O ponto mais a Leste da roadtrip: a lagoa de Jokulsarlon, parte do glaciar de Vatnajokull.
É uma das paisagens mais impressionantes que já presenciei! Aquela lagoa com os pedaços de mini-icebergs, ao fundo as montanhas todas cobertas de neve… Há vários pontos de observação para estacionar o carro ao longo da lagoa. Aconselho planejar um bom tempo por lá, pois acredite em mim quando digo que você vai querer calma pra absorver e registrar esse lugar em muitas fotos!


Depois de muito tempo por lá, iniciamos nossa volta e dormimos em Selfoss. Passamos pela imensa Gullfoss, uma das maiores quedas d’água da ilha.
Nesse dia, dormimos em Selfoss – eu recomendo esse Hotel Selfoss.

De noite, enquanto jantávamos no hotel, o dono chegou e começou a puxar papo sobre a Aurora, perguntando se já tínhamos conseguido vê-la. Respondemos todos empolgados que sim e ele avisa (com a maior naturalidade do mundo) que estava rolando novamente. Ali fora. Na janela.
Obviamente, largamos a nossa comida do jeito que estava, pegamos o carro e fomos para o mais longe da cidade e das luzes que conseguimos. Ficamos no carro contando piada até que o céu inteiro se iluminou de novo. Nesse dia ainda mais intensa que antes.
A gente saiu do carro, posicionou a camera, e ficamos ali. Em silêncio. Os cinco realizando o que a gente tava vivendo. Pela segunda vez. Era inacreditável. Ela tomava o céu inteiro! Até que… passou.

Dia 4: Explorar o Parque Thingvellir e retornar para dormir em Reykjavik (240km)
A idéia era curtir o Parque de Thingvellir que fica no encontro de duas placas tectônicas. Entretanto, teve uma nevasca durante a noite que impediu que passássemos pelas estradas que davam acesso ao parque, então fomos explorar o Geysir e Kerid, a cratera de um vulcão.
O lago que fica dentro da cratera estava completamente congelado e a descida até ele tinha virado um esqui-bunda. Mas mesmo assim, a vista continuava linda!
Dormimos a última noite em Reykjavik – veja aqui opções de hotel em Reykjavik.

Dia 5: Conhecer Reykjavik e Voltar ao aeroporto
A catedral da cidade é de uma arquitetura no mínimo curiosa, mas muito impotente. A cidade em si é uma graça, cheia de casinhas coloridas. Tem um custo muito alto, então restaurantes bons são um luxo que resolvemos deixar para a próxima.
Acabamos nos deliciando no melhor cachorro quente do mundo (segundo o próprio Bill Clinton), que fica bem no porto em um trailler. Comer esse cachorro quente é uma das coisas que não se pode deixar de fazer quando for à Islândia! É só perguntar em qualquer esquina, todo mundo sabe informar onde fica o trailler.

Infelizmente chegou a hora de voltar. A Islândia tem um lugar muito especial no nosso coração! As paisagens que vimos por lá são completamente diferentes de qualquer lugar do mundo e a Aurora é muito mais de tudo o que dizem. É daquelas viagens que não tem jeito, tem que ir pelo menos uma vez na vida.
Leia também: Como se preparar para a sua viagem para a Islândia
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O que levar para a Islândia no inverno?
- Luvas de inverno – Eu gosto dessas com touchscreen
- Tapa orelha de inverno (não achei o modelo que eu uso mas esses são parecidos)
- Bota impermeável e confortável para caminhar – Eu amo as botas da Timberland!
- Uma boa mochila de caminhada
- Capa impermeável para a mochila
- Gorro térmico
- Garrafa térmica
- Protetor labial

Como levar dinheiro para a sua viagem
Viajar com dinheiro físico e ter que depender das taxas horríveis das casas de câmbio já é uma coisa do passado. Hoje em dia, existem opções muito melhores para você levar dinheiro para a sua viagem. Uma das melhores opções para brasileiros hoje em dia são os cartões da Wise! Eles têm ótimas taxas de conversões e são aceitos em qualquer lugar do mundo.
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Organizando a sua viagem
Para te ajudar a planejar a sua viagem, juntamos algumas dicas de ferramentas e plataformas que a gente usa nas nossas próprias viagens:
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- Cartão internacional: Ao invés de fazer câmbio local e levar dinheiro físico, eu recomendo usar o cartão da Wise
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