Viajando para o Salar de Uyuni: 1 dia na Laguna Colorada e outras lagoas
Esse post faz parte da série “Roteiro Uyuni”, com o roteiro completo do passeio de 3 dias. Nesse post vamos embarcar no segundo dia de passeio, contando em detalhes tudo o que vimos. O nosso 2º dia de Roteiro Uyuni incluiu: Laguna Colorada, Laguna Cañapa, Árvore de Pedras e muito mais. Dormimos, então, no Parque Nacional Eduardo Avaroa.
Leia também: Roteiro Uyuni – 1º dia: Salar de Uyuni e Isla Incahuasi
2º dia de Roteiro Uyuni
Esse segundo dia é mais um dia de transição porque as maiores atrações são o Salar e os Geisers, no primeiro e no terceiro dia respectivamente. Para chegar ao Parque Avaroa, percorremos uma longa distância e vimos algumas atrações no caminho, em sua maioria lagoas. Como fomos no auge do verão (era 4 de Janeiro), as lagoas estavam muito secas. Essa parte do passeio deve ser mais impressionante no inverno. Nesse dia avançamos ainda mais na altitude e dormimos no ponto mais alto até então, a 4mil e poucos metros.
Dica importante: nesse segundo dia nenhuma das atrações têm banheiro, é só “baño natural”. Por isso, esteja preparado e leve sempre papel higiênico na bolsa de mão.

Avaroa
Acordamos às 6am e saímos às 7 do nosso alojamento, pegando o caminho que nos levou até a fronteira entre o Chile e a Bolívia (a mesma que cruzamos quando viemos de ônibus de Calama). O caminho até a fronteira é lindo, fizemos várias paradas pra tirar foto e abastecer o carro.

Mirador del Ollague
Paramos então em um mirador na estrada que é basicamente um vale com uma vista linda para um vulcão Ollague que fica na Cordilheira bem na divisa entre o Chile e a Bolívia. Novamente, essa foi uma pausa para fotos.

Laguna Cañapa
A partir do mirador, já entramos em uma estradinha visivelmente mais secundária de terra e pedras. Entramos de vez no caminho offroad. O caminho segue com uma beleza impressionante, a paisagem mudando a cada curva. A primeira das lagoas foi a Laguna Cañapa a 4.100m de altitude. Ela não estava com muita água, mas já mostrava um reflexo perfeito das montanhas ao redor.

Nessa lagoa, para a nossa felicidade, tinham muitos e muitos flamingos, um dos animais mais típicos da região. A gente, que não vê esse animal com frequência, fica sempre impressionado de chegar em uma lagoa e ver um bando grande de flamingos.


Laguna Hedionda
A próxima parada foi na Laguna Hedionda, que recebe esse nome por ter um forte cheiro de enxofre devido aos microrganismos que vivem nela. Essa lagoa é quase do lado de outras duas e forma uma planície que aproveitamos para usar como nosso lugar de almoço. Nosso guia Davi preparou a comida (macarrão com frango empanado e salada) e comemos novamente no capô do carro. Tudo muito simples, mas muito gostoso.

Mais a frente na estrada, um carro de outro grupo tinha furado um pneu e atolado o carro. Ficamos cerca de 40min parados enquanto o nosso guia ajudava a concertar o carro. Isso é muito legal de ver, todos eles se ajudam.
Em um lugar sem nenhuma comunicação, um acidente era o que mais me preocupava enquanto eu estava escolhendo a agência a contratar. Me preocupei em escolher uma agência que tivesse boa reputação, um carro que parecesse seguro e um guia que passasse confiança. Furar pneus nesse tipo de terreno é algo muito comum, vimos inúmeros carros nesses dois dias parados no canto da estrada trocando pneu. A cada acidente que víamos, absolutamente todos os carros que passavam a seguir paravam e ofereciam ajuda. Todos os guias, não importa de que empresa, sempre se ajudavam. Por isso não reclamamos nem um pouco de ficar esse tempo parados. Se fosse o nosso carro precisando de ajuda, eu também ficaria grata por todos os outros que tivessem parado.

Passamos por mais uma lagoa chamada Laguna Ramadita, mas chegamos nas margens dela junto com a chuva então a visita foi extremamente rápida.

Árvore de Pedra
No meio de um deserto praticamente todo de areia, paramos na famosa Árvore de Pedra. A árvore em si é apenas uma de um conjunto de formações rochosas originadas de lava vulcânica. As outras formações além da árvore são muito maiores, mas essa ficou famosa por sua forma curiosa remeter realmente à uma árvore.
Dica: esse é o primeiro e único lugar do dia que tinha banheiro. Não precisa pagar, mas o estado do banheiro era trágico. Melhor seguir com o “baño natural” mesmo.

Laguna Colorada
Um dos pontos altos desse segundo dia era a famosa Laguna Colorada. Ela recebe esse nome porque tem água cor de rosa devido aos microrganismos presentes nela. Esses microrganismos servem de alimento para a imensa fauna de flamingos. Essa não é a única cor que a lagoa apresenta; a borda é bem esverdeada pela vegetação e tem algumas faixas amarelas e outras brancas. A cor branca que vemos é devido a presença de minerais, principalmente o Borax. Antigamente esse mineral era explorado, mas hoje em dia a Reserva Florestal está em completa proteção. Por esse motivo, só é possível apreciar a laguna do mirante. Infelizmente, o tempo estava fechado, com vento e chuva fortes. Acredito que com o tempo ensolarado, as cores da lagoa sejam ainda mais vivas.

A Laguna Colorada faz parte da Reserva Nacional Eduardo Avaroa, um imenso parque criado em 1973 que conta com 715,7 hectares de terra. O parque foi criado para a proteção das espécies que ali vivem e se reproduzem, dentre elas flamingos e vicunhas. Pagamos 150Bs para entrar no Parque e conferiram nossos passaportes logo na entrada. Os alojamentos do parque enchem basicamente por ordem de chegada, então os carros têm que se planejar para chegar cedo nesse ponto para conseguir lugar perto. Quanto mais distante temos que ficar, mais cedo temos que acordar para conseguir ver os Geisers no dia seguinte e maior é o gasto de gasolina. Chegamos no parque por volta de 15:30 e conseguimos uma vaga em um dos primeiros alojamentos. Muita sorte!

Alojamento na altitude
Essa segunda noite é o dia dos alojamentos mais simples. Cada quarto tem 6 camas de solteiro, então cada grupo ocupa um quarto inteiro. O banho frio custa 15Bs, mas com o frio e o vento ninguém se arriscou. Jantamos lá mesmo, uma sopa de entrada, macarrão de prato principal e ainda ganhamos uma garrafa de vinho pra acompanhar! Os alojamentos têm geradores que são desligados às 21h. A noite é muito, muito fria. Pegamos -8ºC na madrugada em pleno Janeiro, mas no auge do inverno chega a -20ºC. Todas as camas têm uma camada grossa de cobertor então ninguém passou frio, sem nem precisar de sacos de dormir.
Esse último alojamento fica a 4.300m de altitude aproximadamente. Muita gente chega lá já sentindo falta de ar ou tontura. O alojamento conta com oxigênio para quem precisar e os guias todos levam consigo um saco de folha de coca, que pode ser tomado em forma de chá ou mascando diretamente. O vento e a chuva nos acompanharam a noite toda, mas quando acordamos de madrugada para seguir pro passeio do dia seguinte, ganhamos de presente uma noite absurdamente clara com infinitas estrelas no céu. Incrível!

Organizando a sua viagem
Para te ajudar a planejar a sua viagem, juntamos algumas dicas de ferramentas e plataformas que a gente usa nas nossas próprias viagens:
- Acomodação: Encontre as melhores opções de hoteis e apartamentos no Booking.com
- Aluguel de carro: Usamos sempre o Discover Cars para encontrar as melhores ofertas
- Atividades: Reserve atividades de todos os tipos com a GetYourGuide ou o Viator
- Cartão internacional: Ao invés de fazer câmbio local e levar dinheiro físico, eu recomendo usar o cartão da Wise
- Chip de celular: Mantenha-se conectado durante a sua viagem com a Airalo
- Ingressos: Use o site da Tiqets para comprar ingresso online para qualquer atração
- Seguro médico de viagem: A SafetyWing é a empresa que a gente recomenda para coberturas internacionais
- Transporte: O Omio é uma plataforma super útil para encontrar passagens de ônibus, trem, etc
Obs: Esta página contém links de programas de afiliados. Qualquer compra realizada através destes links garante uma pequena comissão para o blog, sem nenhum custo adicional para você. Obrigada por ajudar a manter o site no ar!


